Vanessa Campos, a moça aí adepta da Kasa Kaiada, repetiu incansavelmente: “Vai conhecer o Empório Sertanejo, que tu vai curtir”. E já emendava que bom mesmo, era lá pelas 1h da madruga. Na correria da vida nova no Recife, demorou um tempinho até eu ir ao tal Empório. Aí veio aquela noite com uma vontade imensa de tomar uma cerveja descompromissada e a idéia de conhecer um boteco novo.
Pertinho de casa, a sugestão foi uma boa pedida. Já tinha passado em frente durante o dia, um pé sujinho bem simpático. Dias depois, descobri que o local tinha sido eleito o melhor fim de noite pela revista Veja. Quando chego ao bar, tudo faz sentido. Quinta-feira à noite e o bar lotado. Mesas imensas, cheias de pessoas com cara de recém-saídas do trabalho. A calaçda tomada de mesas. Em dias de muita saudade de Fortaleza, dá para fazer uma comparação com o bar do Arlindo.
O garçom é chamado pelo nome mesmo, com aquela intimidade total. E lá vem ele com o cardápio. Bode guisado (R$ 14,90), bode assado (R$ 14,90), tripa de porco (R$ 8,70). Meu deus, meu deus, meu deus. As opções vêm também em meias porções. Quero tudo ao mesmo tempo agora… Então, para começar, uma cerveja gelada. A Skol é R$ 2,70. A Antarctica, R$ 2,60.
A tripa de porco é beeeeem sequinha. Um espetáculo! Com farofa e vinagrete. Melhor ainda é pedir uma dose de Pitu Gold e completar a festa. Na calçada, vários carrinhos de amendoim cozido. Bem quentinho. Eu que ainda não me acostumei que moro em uma cidade que tem sempre, compro um saquinho sempre que alguém oferece.
Mas voltando ao Empório. O lugar é uma delícia. Um botequinho para você ficar íntima rapidamente. Como os mais conhecidos do local contam, o bar foi idéia de um cara – Robertinho – que veio do interior e sentia falta de um lugar com comidinhas típicas. Criou um bar que virou o melhor fim de noite da cidade. Mas nada contra começar a noite por ali.
Em Recife: Rua da Hora, 34. Espinheiro. Fecha aos domingos e às segundas.
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Menina, confesso que os olhos chega encheram de água de tanta saudade de lá que eu tou. No São Joao eles fecham a rua com uma quadrilha e no carnaval tb tem prévia. Bom tb é o queijo assado com cebola e encostar no balcãozinho pequeno pra pedir música – sempre atendido – e ficar se imprensando enquanto escolhe os cds e o povo quer passar pro banheiro. Robertinho já se foi, mas ele fez o melhor bar da cidade
Vixe!!! Fala naquele lugar não! Rs… não há o que detonar! Tudo é perfeito! A quinta-feira então é um espetáculo! Gente boa, bonita, sem frescura, querendo ser feliz com a simplicidade de uma roda de amigos e bom papo. Mas, querendo ir sozinha e curtir sua boemia solitária, fique peixe, que mesmo que não seja pra paquerar, vai chegar sempre alguém puxando conversa como se fosse seu colega de infância! Bom demaaaaaaaais! Já que se falou de tripinha assada, recomendo a do Deu Bode, outro pé de escada legal, e a do Neno, se quiser abstrair o povo e curtir a comida. A rua é a Sebastião Alves, que desemboca na praça do Parnamirim. Bjim da terrinha.
Rapaz, pouco mais de um mês e a Camille já começa a dominar os bares de Récife…
Deu vontade de tomar essa cerveja gelada e comer essa tripa!