Sobre os bares próximos de casa

Sempre fui daquelas que acha de extrema importância o tipo de bar que se tem perto de casa. Ele pode ser pé sujo, mas há um limite para isso. Também não deve ser tão caro assim. Afinal, é o local onde se vai tomar aquela cerveja despretensiosa em uma quarta-feira chuvosa, quando um inesperado telefonema aparece no seu celular. Ou quando os amigos teimam em não lhe acompanhar para uma cerva em plena terça-feira e você resolve ir só, sem ver constrangimento nenhum nisso. Quando fui morar no Joaquim Távora – e transitar pelos bairros próximos – me encantei com o Marcão das Ostras.

Ele tem seus problemas, claros. Quem não os tem? Às vezes a conta traz alguns problemas e discussões na mesa, mas é só às vezes. E são situações em que se o álcool não tiver sido além da conta, podem ser conversadas. Conheci o bar com uma cara bem diferente da que tem hoje. Era uma espécie de improviso na garagem de casa. Isso era por volta do ano 2000. Nesse tempo, o banheiro do bar era o mesmo da casa e da família.

Nessa época, o caranguejo era irresistível. As ostras, que eu ainda não gostava, eram sucesso de público. E a cerveja, estúpida. Eu mudei de endereço. O Marcão, não. Mas tempos depois, quando lá estava eu de volta ao bairro, a cara era outra. Em 2005, o local foi totalmente repaginado. A cara de boteco pé sujo desapareceu. Ficou até muito “arrumadinho” para um bar tão perto de casa. Ir de Havaianas era até uma dúvida. Mas nada que umas cervejas a mais não resolvessem rapidamente.

Pois bem. Foi assim, com um porre ou outro que o Marcão ficou um ótimo bar para se ter nos arredores de casa. Cerveja gelada, tira-gostos irresistíveis e um preço não tão bom assim.Vale dizer também que os garçons são ótimos. O que vale pedir? Uma Skol gelada, um arroz de camarão, ostras (R$ 12,90, a porção), camarão ao alho e óleo (R$ 13,90, o quilo). Não necessariamente nessa ordem, mas mantenha a Skol em primeiro plano. Ela dá uma vontade de sair experimentando mais e mais.

O caranguejo (R$ 2,40) ganhou a cidade e a casa lota às quintas-feiras (a casquinha de R$ 7 é melhor ainda). Lota também às sextas, quando a atração é o chorinho. E aos domingos nem se fala, é muito samba quando cai a tarde. O ideal é chegar cedo todos esses dias.

Hoje, às vésperas de ter que escolher um bar perto da casa pernambucana, o Marcão – esqueci de dizer que só ficou o nome, o Marcão (o dono) não está mais lá há algum tempo – ficou companheiro de todas as horas. Melhor ainda, vários amigos marcam de ir para lá e eu saio no lucro nesses dias de lei seca.

2 Comentários

  1. Pois é, eu virei habitué do local, mas confesso que sem tu é que ficou meio sem graça mas pelo menos tu vai conhecer vários outros butecos legais aí em Pernambuco :)

  2. Só reforçando: muito cuidado coma conta!!!! Qualquer coisa chama a Camille e a Wânia pra armar um barraco por lá. Elas são boas nisso…ho ho ho ho ho ho ho….


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